• Liz Unikowski

Para onde vão minhas roupas? - Descarte adequado

Atualizado: 27 de Ago de 2018

Aos poucos vamos entendendo onde nossas roupas são produzidas,

mas, será que imaginamos para onde vão depois que não queremos mais?


Eu, por exemplo, já dei várias soluções para roupas no passado.


Se a peça estivesse bacana, eu fazia "troca-troca" com as amigas ou colocava à venda no brechó (ja coloquei em vários, mas hoje o mais prático pra mim no RJ, é o Belchior https://www.blchr.co/). Assim poderia reverter em algum lucro, mesmo que pequeno, pois provavelmente compraria algo novo depois.


Se o estado não estivesse perfeito ou se eu não conseguisse vender, direcionava para doação. Sabemos que muitas pessoas em condições desfavoráveis precisam de roupas, não é?


Mas, e quando ela acaba? Quando não serve nem pra pano de chão? Desaparece? como ela se degrada?


Todos os produtos que não tem uma lojística reversa definida acabam em aterros sanitários ( geralmente ficam lá por anos, até se decompor ou vão para queima), sejam no país oriundo ou em outros em desenvolvimento as quais chegam como doações.


Hoje, a maior parte das nossas roupas e calçados são produzidos com componentes tóxicos, que levam anos para se decompor. Em muitos casos contaminam outros resíduos nos aterros prejudicando o solo, o ar e os lençóis freáticos. Sim, esta blusa que você esta vestindo hoje, quando acabar no lixo vai causar danos por muitos anos ainda.





O que gostaria de alertar neste post é que nos dias de hoje, com a quantidade de roupas que temos no mundo, é imprescindível aumentar o ciclo de vida destas peças e desviá-las do seu destino comum (lixões). Hoje já podemos ver algumas iniciativas de reciclagem deste material com o objetivo de que estas fibras voltem a ser roupas um dia (ou outro qualquer produto), poupando a natureza da poluição e extração de materiais virgens.


Criar novos ciclos deveria ser o novo mantra da nossa geração :).


Alguns exemplos de idéias criativas para uma mudança no comportamento de consumo e reaproveitamento de peças existentes, já são sucesso por aí!



Pra começar com atitudes simples, temos o exemplo da Roupateca, um armário compartilhado que já está dando o que falar em São Paulo. Eles disponibilizam roupas e os assinantes fazem planos e podem retirá-las para uso e depois devolver. Assim a roupa ganha um novo sentido e novo formato de consumo aproveitando o que já está disponível por aí.


Também existem empresas que desenvolvem tecnologias para a reciclagem de restos de tecido ou descarte de roupas, a Pure waste é uma delas.


Eles compram descartes de tecidos e aparas de fabricantes, transformam estes restos em novos tecidos e revendem como matéria prima para outras empresas ou fazem roupas como os modelos da foto acima. O resíduo que não tem valor para uns é a base do modelo de negócio para outros.


Outra iniciativa que está sendo aplicada em marcas globais como a Levi's é a Evrnu, que também luta para melhorar o impacto ambiental da indústria da moda. A Envru traz soluções e tecnologia para converter resíduos da moda em fibras renováveis, De acordo com a Evrnu, veja abaixo um pouquinho de como eles atuam.

Estimular iniciativas e aderir a movimentos de transformação, ajudam a fortalecer e viabilizar este novo tipo de mercado, desenvolvendo cada vez mais uma prática consciente de produção no meio da moda e em outros setores.


Nós aqui na PAR estamos de olho nas inovações e em testes constantes para melhora nos nossos componentes, embalagens e impactos ao meio ambiente e sociedade. Aos pouquinhos seguimos nos transformando sempre que as novas alternativas se tornam viáveis comercialmente e com a qualidade necessária para o nosso produto.




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Jessica Unikowski  - CNPJ: 21.382.431/0001-30 - Escritório: Rua Visconde de Pirajá, 4, sala 701.

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