• Liz Unikowski

O Porque da mão de obra justa

Atualizado: 19 de Mar de 2018



As péssimas e abusivas práticas de produção da indústria em geral são comuns pela busca de preços imbatíveis, hoje estamos mimados a ter acesso a tudo, e em diversos casos reclamamos de alguns produtos com preço elevado já que existem outros tão baratos...


Atualmente na indústria da moda ainda existem muitas oficinas informais, a maioria de pequeno porte. Algumas querem se ajustar aos padrões, mas tem medo de taxas e impostos, já outras, preferem seguir desta maneira para praticar preços mais baratos e explorar sua mão de obra ao máximo.


Muitas empresas varejistas terceirizam suas produções, dependendo da quantidade para fábricas de grande porte, estas, podem manufaturar todo produto na sua instalação ou ainda repassar algumas etapas da fabricação para pequenas facções prestadoras de serviços. A garantia do contratante inicial é que uma única empresa receberá o pedido e fará esta entrega. Em muitos casos o estilista não é informado se o produto não é feito 100% na fábrica e é aí que o controle sobre COMO e ONDE o produto é manufaturado geralmente se perde.


Com a preocupação de ter certeza de uma origem justa, algumas destas empresas fazem parte da ABVETEX, um programa que une empresas de varejo da moda e auxilia as fábricas para que fiquem dentro das legislações socioambientais combatendo a informalidade no setor.


“No Programa da ABVTEX eles se preocupam com o uso do trabalho análogo ao escravo e infantil nas confecções e oficinas, a formalização, o cumprimento da legislação, o respeito às regras de segurança no trabalho, entre outros avanços, promovendo um ambiente muito mais ético e salutar nas relações entre varejistas e fornecedores e proporcionando maior segurança aos consumidores em relação à origem de fabricação dos produtos”.


http://www.abvtex.org.br/principais-atividades/


A iniciativa é super bacana e atende as empresa e aos fornecedores de grande porte, porém a adesão ainda não é total porque empresas de médio e pequeno porte tem dificuldades de se enquadrar. Apesar de existir o desejo de estar correto é uma transformação que precisa de investimento para implementar as mudanças e as auditorias.


Para ajudar oficinas de pequeno porte encontramos outra iniciativa linda! O Instituto ALINHA



http://alinha.me/


Eles iniciaram com a preocupação de trabalhos abusivos na indústria têxtil envolvendo imigrantes, hoje ajudam as oficinas a se formalizar e as conectam com profissionais da moda que fazem questão de uma procedência justa na sua produção. Esta iniciativa por enquanto cobre apenas a área de São Paulo e foca em indústria têxtil mas tem tudo pra se estender cada vez mais pelo Brasil. Eles não cobram por esta consultoria o que estimula profissionais a se adaptarem ao setor.


Existem vários selos e certificações para as marcas garantirem ao seu consumidor a sua qualidade e origem (pano pra manga para um outro post), Institutos como o da C&A que que protegem e lutam por condições de trabalho dignas no mercado da moda.

Para muitas marcas que ainda não tem uma estrutura suficiente para ter estes certificados a saída mais simples e justa é deixar suas ações e preços transparentes para que o consumidor possa dar este voto de confiança.


É muito importante se interessar pela procedência dos produtos e assim estimular uma cadeia de fornecimento mais justa, QUESTIONE, PROCURE, todos nós somos agentes positivos para esta mudança, nós na PAR estamos abertos para perguntas sobre todos os nossos processos e ações.


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Jessica Unikowski  - CNPJ: 21.382.431/0001-30 - Escritório: Rua Visconde de Pirajá, 4, sala 701.

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